Aliança Pela Floresta Autóctone

APELO A UMA ALIANÇA PELA FLORESTA AUTÓCTONE

Recusar a passividade perante os fogos no nosso território


LANÇAMOS ESTE APELO a todas as entidades e cidadãos que aceitem participar numa aliança para a recuperação da floresta autóctone em Portugal. Face ao estado degradado e insustentável do coberto vegetal no País, é nossa convicção que do restauro da floresta autóctone depende um futuro liberto do flagelo sistemático dos incêndios. Aqui fica o nosso convite para que a partilhem connosco.

Porque todos têm um papel essencial, apelamos a todos e cada um para que subscrevam os sete pontos adiante enunciados e cooperem entre si com vista a concretizá-los em ações práticas:

1. Recusar a passividade e a resignação perante os fogos constantes e devastadores e unir pessoas e entidades particulares e públicas em volta desta opção de inconformismo.

2. Convocar todos os cidadãos, sobretudo os que habitam no interior e os agentes da sociedade capazes de provocar uma mudança, nomeadamente os professores, a comunicação social e as estruturas de proteção civil, assim como todas as pessoas de boa-vontade, por forma a que se impliquem no objetivo de contribuir para uma sociedade mais esclarecida, mais interveniente e mais exigente relativamente à salvaguarda de um coberto vegetal equilibrado no País, e por isso naturalmente mais protegido dos ciclos de incêndios.

3. Lembrar permanentemente ao Estado a necessidade de se empenhar e dar o exemplo, inclusive através da administração central, das autarquias, dos municípios e de outras instituições públicas, de modo a regular, incentivar, promover, apoiar uma verdadeira reflorestação do País assente no primado das espécies autóctones, com base numa estratégia de longo prazo e de âmbito nacional. Para esse fim, há que reabilitar estruturas humanas e materiais com provas dadas no território, nomeadamente guardas florestais a tempo inteiro e viveiros, imprimindo uma mudança do atual paradigma florestal assente em extensas monoculturas, nomeadamente de eucalipto e pinheiro-bravo, que chegam a invadir as margens dos rios. O predomínio quase exclusivo hoje reinante dessas monoculturas deverá gradualmente abrir lugar a um coberto vegetal onde prevaleçam as espécies autóctones.

4. Encorajar de imediato mas numa perspetiva de longo prazo um trabalho persistente com vista a ampliar o papel dessas espécies, favorecendo assim maior resiliência perante o fogo, potenciando a biodiversidade, o equilíbrio ecológico e paisagístico e contribuindo para minorar a problemática das alterações climáticas, através do sequestro do carbono e da regulação do clima, melhorando também os solos e o ciclo hidrológico, criando oportunidades para fixar populações no interior, contribuindo para a recuperação de espécies ameaçadas e para a valorização de um turismo responsável em regiões hoje deprimidas.

5. Procurar desenvolver, junto do cidadão e da sociedade, uma consciência ativa de salvaguarda do património natural que vise também uma efetiva prevenção e proteção contra incêndios, alterando a mentalidade e a prática corrente de negligência e desrespeito e favorecendo a observância da legislação já em vigor, apelando para isso como alicerce fundamental à diligência e zelo das instituições. Importa ainda questionar a forma como se recorre ao fogo, nomeadamente na gestão florestal e no manejo de pastagens, por exemplo, atendendo às consequências negativas que o seu uso e abuso acarreta para a biodiversidade vegetal, para a qualidade dos solos e para o agravamento da emissão de gases com efeito de estufa.

6. Suscitar, complementarmente à progressiva ocupação pela floresta autóctone de espaços abandonados, um novo interesse pela revitalização da agricultura assente em princípios ecológicos e de qualidade, promovendo a regeneração dessas regiões numa perspetiva de sustentabilidade, diversidade e perenidade, apostando em oportunidades económicas de ciclo longo em alternativa ao exclusivismo atual do curto prazo. Deste processo resultará uma maior valia ambiental, económica e social, com vista a uma justa e equitativa distribuição pelo País e por vários setores da sociedade.

7. Propor aos cidadãos e às entidades subscritoras deste apelo que, em cada concelho do País, começando pelas áreas mais afetadas e vulneráveis a incêndios, constituam círculos de entreajuda e intervenção permanentemente atentos e capacitados de modo a contribuírem para que o seu território possa progressivamente evoluir no sentido apontado.

Se se revê no espírito e orientações deste Apelo, por favor faça-nos chegar a sua adesão aqui (no formulário que conclui o texto do Apelo)

Instruções para a adesão 

e eventual ulterior remoção da adesão:

Ao enviar-nos os dados pedidos no formulário de adesão à Aliança Pela Floresta Autóctone:


- autoriza a que o seu nome e concelho de residência e/ou trabalho (e só esses) figurem na lista digital de aderentes (em permanente atualização), neste mesmo e-sítio - Lista de Subscritores
Uma vez recebida a adesão, em caso de dúvida poderá ser solicitada confirmação por contacto telefónico ou por email;


- permanece livre, a qualquer momento, de retirar-se da Aliança. Basta para isso que nos comunique a sua decisão para o email: florestautoctone@gmail.com. Uma vez confirmada essa decisão, o nome será retirado da lista digital.